Fiz outro exame de tolerância à glicose e o resultado ficou pronto: NÃO TENHO DIABETES GESTACIONAL. Reduzi bastante a ingestão de açúcares e carboidratos nesta última semana, emagreci mais de um quilo e o Davi engordou menos do que na semana passada. Ufa!
A conclusão que a nutricionista e o médico chegaram é a de que tenho picos de produção de hormônio, produzido pela minha placenta gigante, que "combatem" a ação da insulina. Vou continuar seguindo a dieta, pra que o pâncreas do Davi regularize sua produção.
O que importa é está tudo muito bem na 37ª semana!
quinta-feira, 30 de junho de 2011
domingo, 26 de junho de 2011
Primeira visita ao Zoológico
O dia de ontem não foi de todo ruim: eu só soube do resultado do exame da glicemia na hora do almoço (antes do almoço, felizmente, para evitar uma tragédia maior), o que me possibilitou uma excelente manhã no Zoológico de Belo Horizonte. Foi a primeira vez que o Felipe viu todos aqueles bichos fora dos livros que ele tanto adora e as expressões que fazia são daquelas coisas que não tem preço.
Fiquei destruída com a caminhada, mas valeu muito a pena. Essa história de que grávida não pode carregar peso só vale para a gestação do primeiro filho: tinha momentos em que o Felipe queria o "tóio da mamãe".
O tempo todo eu e o Sandro ficávamos observando as reações do Felipe e imaginando a quantidade de novas sinapses que estavam sendo criadas. Sabemos que ele não vai lembrar desse passeio quando crescer, mas acreditamos piamente nos benefícios de tanta novidade para seu desenvolvimento.
Não gostei muito da parte em que a gente foi ver as cobras... senti uma agonia com aquela cascavel enorme subindo pelo vidro, com a língua de fora, a dez centímetros de mim e a dois centímetros das mãos do Felipe, que ficava encostado no vidro anunciando para todos que ali tinha uma "poba".
Nossa próxima visita ao zoológico provavelmente não será em BH, mas certamente vai ser recheada de novas surpresas e reações deliciosas.
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| "Óia a bêba" (olha a zebra) |
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| "O fanti tem uma tomba" |
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| "Jataié gandi" |
O tempo todo eu e o Sandro ficávamos observando as reações do Felipe e imaginando a quantidade de novas sinapses que estavam sendo criadas. Sabemos que ele não vai lembrar desse passeio quando crescer, mas acreditamos piamente nos benefícios de tanta novidade para seu desenvolvimento.
Não gostei muito da parte em que a gente foi ver as cobras... senti uma agonia com aquela cascavel enorme subindo pelo vidro, com a língua de fora, a dez centímetros de mim e a dois centímetros das mãos do Felipe, que ficava encostado no vidro anunciando para todos que ali tinha uma "poba".
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| "Sutuí amaiéia" |
sábado, 25 de junho de 2011
Diabetes gestacional
Pronto: depois de três exames de curva glicêmica, finalmente fui diagnosticada como portadora da tal da diabetes gestacional. Não gostei.
Pelo que li sobre o assunto, qualquer gestante pode ter, mas as que ganharam muito peso durante a gestação são mais propensas. Não me encaixo em nenhum dos outros fatores que podem provocá-la e, quanto ao meu peso, já faz mais de 2 meses que não engordo nada. Além disso, nesta gestação, engordei menos do que na primeira. Saco. Deve ter sido o descuido com a alimentação nos dois primeiros trimestres. Ou o tamanho da minha placenta, que é um pouco maior que o normal, segundo o médico que faz a ultrasson, o que pode determinar o aumento da quantidade do hormônio que bloqueia a ação da insulina.
O fato é que a diabetes gestacional pode fazer mal pro Davi e isso tá acabando comigo. Antes o problema fosse só meu, pois vocês sabem como que eu fico quando minhas crias não estão 100%. Preciso continuar com a dieta (em tempo integral, sem escapadelas no Outback, como a de ontem à noite, depois de mais de dois anos de afastamento) e fazer caminhadas. A dieta já está incluída na minha rotina, é só não fazer exceção nenhuma. Mas caminhar está fora de cogitação, eu mal aguento secar os dedos dos pés com a toalha, de tão grande que está minha barriga. E minha lombar está doendo há semanas, ando como uma pata. Vou tentar me atracar nos afazeres domésticos, que não são poucos e tem exigido um esforço considerável, para ver se meu corpo dá conta de queimar esse monte de glicose que está sobrando no meu sangue. E repetirei o exame na próxima semana, torçam por mim. Não quero que o Davi saia antes de estar completamente pronto...
Pelo que li sobre o assunto, qualquer gestante pode ter, mas as que ganharam muito peso durante a gestação são mais propensas. Não me encaixo em nenhum dos outros fatores que podem provocá-la e, quanto ao meu peso, já faz mais de 2 meses que não engordo nada. Além disso, nesta gestação, engordei menos do que na primeira. Saco. Deve ter sido o descuido com a alimentação nos dois primeiros trimestres. Ou o tamanho da minha placenta, que é um pouco maior que o normal, segundo o médico que faz a ultrasson, o que pode determinar o aumento da quantidade do hormônio que bloqueia a ação da insulina.
O fato é que a diabetes gestacional pode fazer mal pro Davi e isso tá acabando comigo. Antes o problema fosse só meu, pois vocês sabem como que eu fico quando minhas crias não estão 100%. Preciso continuar com a dieta (em tempo integral, sem escapadelas no Outback, como a de ontem à noite, depois de mais de dois anos de afastamento) e fazer caminhadas. A dieta já está incluída na minha rotina, é só não fazer exceção nenhuma. Mas caminhar está fora de cogitação, eu mal aguento secar os dedos dos pés com a toalha, de tão grande que está minha barriga. E minha lombar está doendo há semanas, ando como uma pata. Vou tentar me atracar nos afazeres domésticos, que não são poucos e tem exigido um esforço considerável, para ver se meu corpo dá conta de queimar esse monte de glicose que está sobrando no meu sangue. E repetirei o exame na próxima semana, torçam por mim. Não quero que o Davi saia antes de estar completamente pronto...
segunda-feira, 20 de junho de 2011
Vontade própria
Acho lindo que o Felipe agora sabe se comunicar, como vocês já estão cansados de saber. Mas fico muito surpresa com suas manifestações de vontades e opiniões, como se ele tivesse vida própria, diferente da minha.
Hoje coloquei uma camiseta nova nele, com o desenho dos 101 Dálmatas, que ele ganhou de um casal de amigos que visitou a Itália recentemene. Ele é louco pela camiseta. Mas, como estava frio, fui colocar um casaco de moleton por cima e ele soltou: "Não, buté. Tô taiô." (Não, não quero. Estou com calor). Foi a primeira vez que ele emitiu esse tipo de opinião e, detalhe, eu não estava perguntando se ele queria ou não colocar o casaco... (disse a mãe autoritária).
Ontem a gente estava brincando super gostoso na sala e foi só ele escutar o Sandro chegando que ele me largou, saiu correndo e pulou no colo do pai: "Vamu passiá a paxa, papai? Tchau, mamãe" (Vamos passear na praça, papai? Falou aí procê!)
Sedutor nato que é, olha pra mim e fala: "Vamu ssisti gainha pintadinha, mamãe?" Eu respondo: "Você vai assistir à Galinha Pintadinha, filho?" Ele diz: "Mamãe vai ssisti gainha pintadinha pambém!" Todo carente, querendo ficar pertinho. Não dá para falar não.
Depois do banho, apertar os pezinhos do Felipe é a primeira coisa que a gente faz depois de secá-los. Daí eu explico que aquele pé é da mamãe e ele faz uma cara séria e conta: "Da mamãe, não. É do Fefê." Sinto que não posso mais enganá-lo...
De manhã, quando percebe que está na hora de tomar café, ele é imperativo: "Téio bolo foooofooo... Vamu pumê bolo fofo, papai?" A gente fala que tem que comer o mamão primeiro, ou o pão com requeijão, mas ele insiste: "Eu téio bolo fofo!" Quem que ensina a defender ponto de vista assim? Já nasce pronto?
Hoje coloquei uma camiseta nova nele, com o desenho dos 101 Dálmatas, que ele ganhou de um casal de amigos que visitou a Itália recentemene. Ele é louco pela camiseta. Mas, como estava frio, fui colocar um casaco de moleton por cima e ele soltou: "Não, buté. Tô taiô." (Não, não quero. Estou com calor). Foi a primeira vez que ele emitiu esse tipo de opinião e, detalhe, eu não estava perguntando se ele queria ou não colocar o casaco... (disse a mãe autoritária).
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| Camiseta do pachorro |
Sedutor nato que é, olha pra mim e fala: "Vamu ssisti gainha pintadinha, mamãe?" Eu respondo: "Você vai assistir à Galinha Pintadinha, filho?" Ele diz: "Mamãe vai ssisti gainha pintadinha pambém!" Todo carente, querendo ficar pertinho. Não dá para falar não.
Depois do banho, apertar os pezinhos do Felipe é a primeira coisa que a gente faz depois de secá-los. Daí eu explico que aquele pé é da mamãe e ele faz uma cara séria e conta: "Da mamãe, não. É do Fefê." Sinto que não posso mais enganá-lo...
De manhã, quando percebe que está na hora de tomar café, ele é imperativo: "Téio bolo foooofooo... Vamu pumê bolo fofo, papai?" A gente fala que tem que comer o mamão primeiro, ou o pão com requeijão, mas ele insiste: "Eu téio bolo fofo!" Quem que ensina a defender ponto de vista assim? Já nasce pronto?
domingo, 19 de junho de 2011
O primeiro beijo
Existem raras ocasiões em que encontramos pessoas com quem a empatia é imediata, não é?
O Felipe teve a sorte de conhecer alguém assim já no Berçário da escolinha, por volta dos 7 meses, a Estela, ou, para ele, a Teté, ou Istéinha.
Reconheço que o Felipe sempre foi do povo, não estranha as pessoas e sempre sorri pra todo mundo. Mas ele A-D-O-R-A a Estela. Era ótimo chegar na escolinha depois dela, porque ele saía correndo em direção a ela e nem ligava pra mim (foi aí que entendi o que sentem as sogras ciumentas...).
O tempo passou e a Estela agora mudou de escola... São raros os encontros, mas é como se eles nunca tivessem se separado.
A gente não sabe o que nos espera, nem o que vai acontecer com essas duas figurinhas. Mas o posto de quem deu o primeiro beijo no Felipe já tem dona!
O Felipe teve a sorte de conhecer alguém assim já no Berçário da escolinha, por volta dos 7 meses, a Estela, ou, para ele, a Teté, ou Istéinha.
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| A Odalisca e o Super-Homem, ambos com 8 meses de idade |
| As mães... trabalhando |
O tempo passou e a Estela agora mudou de escola... São raros os encontros, mas é como se eles nunca tivessem se separado.
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| "Vô dá abaxo Téinha" |
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| "Vô bejá bota Teté" |
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| Vale a pena fazê-los se encontrar |
quarta-feira, 15 de junho de 2011
Do que mais gosto em você
Filho, hoje o dia foi todo seu. Faz dois anos que você nasceu, dois anos que meu mundo se transformou, que eu descobri o que é amor de verdade.
Sua transformação é notável. Você era uma criança ao nascer, outra ao completar um ano de vida e outra, fantasticamente mais fascinante, agora.
A noite não foi das melhores, você acordou umas quatro vezes me chamando, talvez estivesse com frio, talvez com fome, ou talvez carente de mãe mesmo, como eu fico carente de você por passar o dia todo afastada...
E quando finalmente você impôs sua vontade de começar logo o dia, lá pelas seis da manhã, eu cedi e fui logo contando que era seu aniversário e que tinha presente. Você abriu um sorriso escancarado e disse: "Ô vô pumê o pesenti" (eu vou comer o presente), achando que era algo comestível, e já foi logo descendo da cama.
Foi quando o papai entrou no quarto com uma embalagem enorme contendo o palhacinho Patati e você ficou realizado.
É claro que, ao chegar na sala, o Patati virou um paubói e foi fazer potó no vavaio Percival....
Vou sentir saudade desse seu jeito de pronunciar as primeiras palavras. Há menos de dois meses, eu me gabava de ser a única a entender tudo que você falava e poder manter diálogos coerentes. Mas agora você já se expressa tão melhor, está totalmente integrado ao mundo que o cerca.
Adoro quando você fala, com uma voz açucarada: "Vamu ssisti Patati, mamãe?", ou "Cadê o papel laianja Fefê?" ou, a melhor de todas, "Me dá a mamãe, eu téio a mamãe", quando vê que é o Sandro que apareceu no seu quarto de madrugada.
Vou sentir saudade do barulho dos seus pés correndo pela sala, principalmente quando está bricando com seu pato amarelo de empurrar. E do barulho que faz com a boca para imitar um carro ou caminhão. Você mantém a mesma expressão de concentração quando começa a "ler" algum livro, enrrugando a testa e fazendo biquinho, assim como fazia quando era apenas um bebezinho diante de algum brinquedo. Daí abre um sorrisão e pede: "Vamu vê?", vindo com o livro em minha direção, já virando de costas para se sentar no meu colo, para a gente ver o livro juntos.
Fico apaixonada quando pergunto como que reza, já no trocador antes de dormir, e você junta as mãozinhas falando "Amém papai xéu", sorrindo de satisfação por saber a resposta à minha pergunta. Daí pergunto para quem você está rezando e você repete o trecho da música: "Pelo papai, pela mamãe, pelo Pavi (irmãozinho, na música) e pelos bichinhos".
E tem aquele momento só nosso, em que falo pra gente procurar a mamadeira, que está sempre no mesmo lugar, mas que você aponta como se só você tivesse descoberto. E fala: "Papai fez!"
Quando pede pra eu ir pra cama com você, passa a mão ao redor do meu pescoço, ficando abraçadinho até lembrar que eu tenho brincos incríveis na orelha e começar a mexer neles, ou em algum botão da minha roupa - isso sempre tirou sua concentração.
Acho que poderia passar mais um ano elencando tudo de bom que você representa na minha vida. A energia que você emana e a forma como você contagia o ambiente à sua volta não são descritíveis com palavras, fazendo-me concluir que sou uma privilegiada por te ter diariamente presente na minha vida.
Feliz aniversário, meu amor.
Sua transformação é notável. Você era uma criança ao nascer, outra ao completar um ano de vida e outra, fantasticamente mais fascinante, agora.
A noite não foi das melhores, você acordou umas quatro vezes me chamando, talvez estivesse com frio, talvez com fome, ou talvez carente de mãe mesmo, como eu fico carente de você por passar o dia todo afastada...
E quando finalmente você impôs sua vontade de começar logo o dia, lá pelas seis da manhã, eu cedi e fui logo contando que era seu aniversário e que tinha presente. Você abriu um sorriso escancarado e disse: "Ô vô pumê o pesenti" (eu vou comer o presente), achando que era algo comestível, e já foi logo descendo da cama.
Foi quando o papai entrou no quarto com uma embalagem enorme contendo o palhacinho Patati e você ficou realizado.
É claro que, ao chegar na sala, o Patati virou um paubói e foi fazer potó no vavaio Percival....
Vou sentir saudade desse seu jeito de pronunciar as primeiras palavras. Há menos de dois meses, eu me gabava de ser a única a entender tudo que você falava e poder manter diálogos coerentes. Mas agora você já se expressa tão melhor, está totalmente integrado ao mundo que o cerca.
Adoro quando você fala, com uma voz açucarada: "Vamu ssisti Patati, mamãe?", ou "Cadê o papel laianja Fefê?" ou, a melhor de todas, "Me dá a mamãe, eu téio a mamãe", quando vê que é o Sandro que apareceu no seu quarto de madrugada.
Vou sentir saudade do barulho dos seus pés correndo pela sala, principalmente quando está bricando com seu pato amarelo de empurrar. E do barulho que faz com a boca para imitar um carro ou caminhão. Você mantém a mesma expressão de concentração quando começa a "ler" algum livro, enrrugando a testa e fazendo biquinho, assim como fazia quando era apenas um bebezinho diante de algum brinquedo. Daí abre um sorrisão e pede: "Vamu vê?", vindo com o livro em minha direção, já virando de costas para se sentar no meu colo, para a gente ver o livro juntos.
Fico apaixonada quando pergunto como que reza, já no trocador antes de dormir, e você junta as mãozinhas falando "Amém papai xéu", sorrindo de satisfação por saber a resposta à minha pergunta. Daí pergunto para quem você está rezando e você repete o trecho da música: "Pelo papai, pela mamãe, pelo Pavi (irmãozinho, na música) e pelos bichinhos".
E tem aquele momento só nosso, em que falo pra gente procurar a mamadeira, que está sempre no mesmo lugar, mas que você aponta como se só você tivesse descoberto. E fala: "Papai fez!"
Quando pede pra eu ir pra cama com você, passa a mão ao redor do meu pescoço, ficando abraçadinho até lembrar que eu tenho brincos incríveis na orelha e começar a mexer neles, ou em algum botão da minha roupa - isso sempre tirou sua concentração.
Acho que poderia passar mais um ano elencando tudo de bom que você representa na minha vida. A energia que você emana e a forma como você contagia o ambiente à sua volta não são descritíveis com palavras, fazendo-me concluir que sou uma privilegiada por te ter diariamente presente na minha vida.
Feliz aniversário, meu amor.
domingo, 12 de junho de 2011
Ensaio de gestante
As fotos que tirei semana passada, para registrar a gravidez do Davi, ficaram prontas. Vou aproveitar a soneca prolongada do Felipe para postá-las aqui, aguardando por seus comentários.
Restaurador de energia
O Felipe transformou-se em outra criança depois que aprendeu a falar. Achávamos que era impossível, mas ele está ainda mais gostoso.
Nesta semana dei uma sumida, pois ficamos mais de 24 horas sem energia elétrica no meu bairro, o que significa duas noites sem internet. Nem vou entrar no mérito de como considero ridícula essa demora na restauração do serviço público pelo qual pago uma das tarifas mais caras do País e em como é inevitável sentir saudade de São Paulo em alguns momentos.
O Felipe não se lembrava de ter ficado no escuro e, até em momentos chatos como esse, ele consegue animar o ambiente. Eu estava dando banho nele quando a luz apagou e, após um chorinho de susto, ficou realizado quando o pai adentrou o banheiro com uma lanterna: "Deixa eu vê a uz?" Ensinei que a chuva apagou a luz, ao que ele respondeu: "Ai, ai, ai, puva... Não pode apagá a uz". Adorou saber que o trovão faz catapimba, catapão. Como ele já estava com muito sono, nem deu muita bola pro escuro, pois adormeceu logo após o banho.
No outro dia, acordou às 05h30 e, como ainda estava escuro, ficou e-n-l-o-u-q-u-e-ci-d-o quando viu as velas acesas espalhadas pela casa: "Vamu popá? Tem bolo?" Associou vela com aniversário e não sossegou enquanto não colocamos uma vela na sua frente para ele assoprar. Cantamos parabéns, comemos um bolo inglês e fizemos a maior farra.
É nisso que a gente mais repara: em como ter uma criança em casa recarrega nossas energias. Assistir à alegria dele naquela escuridão me fazia esquecer do que estava sentindo pela CEMIG...
Outra coisa bastante rotineira é a gente se pegar olhando e admirando. Ele preenche o ambiente com vida, com alegria.
Hoje a gente se pegou pensando em como vai ser bárbaro ter essa energia multiplicada por dois, quando estiverem ele e o Davi esparramados no chão brincando.
Por enquanto, fico só olhando, extasiante de alegria ao sentir o Davi se mexer muito dentro da minha barriga, como se ele tentasse sair a qualquer custo para brincar também.
Nesta semana dei uma sumida, pois ficamos mais de 24 horas sem energia elétrica no meu bairro, o que significa duas noites sem internet. Nem vou entrar no mérito de como considero ridícula essa demora na restauração do serviço público pelo qual pago uma das tarifas mais caras do País e em como é inevitável sentir saudade de São Paulo em alguns momentos.
O Felipe não se lembrava de ter ficado no escuro e, até em momentos chatos como esse, ele consegue animar o ambiente. Eu estava dando banho nele quando a luz apagou e, após um chorinho de susto, ficou realizado quando o pai adentrou o banheiro com uma lanterna: "Deixa eu vê a uz?" Ensinei que a chuva apagou a luz, ao que ele respondeu: "Ai, ai, ai, puva... Não pode apagá a uz". Adorou saber que o trovão faz catapimba, catapão. Como ele já estava com muito sono, nem deu muita bola pro escuro, pois adormeceu logo após o banho.
No outro dia, acordou às 05h30 e, como ainda estava escuro, ficou e-n-l-o-u-q-u-e-ci-d-o quando viu as velas acesas espalhadas pela casa: "Vamu popá? Tem bolo?" Associou vela com aniversário e não sossegou enquanto não colocamos uma vela na sua frente para ele assoprar. Cantamos parabéns, comemos um bolo inglês e fizemos a maior farra.
| "Vamu popá a véia?" |
| "Ô xô lobo mau: vô popá tudo!" |
| "Paabéns voxê" |
| "Êêêêêêêê..." |
Outra coisa bastante rotineira é a gente se pegar olhando e admirando. Ele preenche o ambiente com vida, com alegria.
Hoje a gente se pegou pensando em como vai ser bárbaro ter essa energia multiplicada por dois, quando estiverem ele e o Davi esparramados no chão brincando.
Por enquanto, fico só olhando, extasiante de alegria ao sentir o Davi se mexer muito dentro da minha barriga, como se ele tentasse sair a qualquer custo para brincar também.
quarta-feira, 8 de junho de 2011
Para eles
Consegui a liberação da Cassandra para colocar o link do blog que ela fez para os filhos. Fiquei super feliz, pois ela foi minha musa inspiradora para registrar aqui minhas emoções maternais, como disse no primeiro post.
Para as mães que sentem medo mas que, ao mesmo tempo, também se sentem seguras quanto às decisões que tomam em relação aos filhos. Para as mães que atribuem a esse vínculo o motivo pelo qual a Terra gira. Para aquelas mães que adoram trabalhar e ter contato com o 'mundo adulto', mas que reconhecem aquele abraço como a melhor hora do dia, disparado. Para as mães que esquecem de tudo com aquele sorriso. Recomendo a leitura: http://fernandaeduardosb.wordpress.com/
Para as mães que sentem medo mas que, ao mesmo tempo, também se sentem seguras quanto às decisões que tomam em relação aos filhos. Para as mães que atribuem a esse vínculo o motivo pelo qual a Terra gira. Para aquelas mães que adoram trabalhar e ter contato com o 'mundo adulto', mas que reconhecem aquele abraço como a melhor hora do dia, disparado. Para as mães que esquecem de tudo com aquele sorriso. Recomendo a leitura: http://fernandaeduardosb.wordpress.com/
domingo, 5 de junho de 2011
As músicas infantis
Hoje precisei fazer um exame que me fez passar o dia todo em casa, o que, confesso, adoro fazer. Principalmente quando, na clausura, estão incluídos o Sandro e o Felipe, companhias pra lá de agradáveis.
O Felipe dormiu a noite toda, das 19h30 de ontem às cinco da manhã de hoje e isso é sensacional. Acordou chamando "mamãããããããããããeeeeeeee" num tom de voz que indicava que estava ligadasso, pronto pra detonar. O Sandro foi buscá-lo para tentar convencê-lo a dormir mais um pouco, na nossa cama, mas ele chegou lá, olhou sério nos meus olhos e disse: "Eu vô xaia bincá vavainho" (eu vou na sala brincar com o cavalinho) e, do quarto, escutava ele cantando: "xou um paubói, yahoo!" (sou um cowboy, yahoo). É o trecho de uma música de um DVD dos Backyardgans que ele adora.
É muito frequente, tanto eu como o Sandro, pegarmo-nos cantando essas musiquinhas durante o dia. E hoje, como passamos o dia todo grudados, cantamos um monte e nos deliciamos em reparar como ele conhece as músicas, principalmente as que aprende na escola, mesmo sem saber falar direito.
Vê-lo cantar "Marcha, soldado", com um chapéu que eu fiz com jornal, imitando aquela tradicional marcha, foi encantador. Ele canta a música inteira, estamos realizados.
A mágica disso tudo é perceber que nós, adultos com as atribuições e responsabilidades inerentes às "pessoas grandes", esquecemos de quase tudo aquilo que é chato e ficamos cantando e dançando também, preocupados apenas em fazer aquela pessoinha sorrir mais ainda e, quem sabe, gargalhar, o que nos garante bateria recarregada para todo o resto da semana.
"O relógio bate, é hora de nanar. E os pequeninos precisam descansar..."
O Felipe dormiu a noite toda, das 19h30 de ontem às cinco da manhã de hoje e isso é sensacional. Acordou chamando "mamãããããããããããeeeeeeee" num tom de voz que indicava que estava ligadasso, pronto pra detonar. O Sandro foi buscá-lo para tentar convencê-lo a dormir mais um pouco, na nossa cama, mas ele chegou lá, olhou sério nos meus olhos e disse: "Eu vô xaia bincá vavainho" (eu vou na sala brincar com o cavalinho) e, do quarto, escutava ele cantando: "xou um paubói, yahoo!" (sou um cowboy, yahoo). É o trecho de uma música de um DVD dos Backyardgans que ele adora.
É muito frequente, tanto eu como o Sandro, pegarmo-nos cantando essas musiquinhas durante o dia. E hoje, como passamos o dia todo grudados, cantamos um monte e nos deliciamos em reparar como ele conhece as músicas, principalmente as que aprende na escola, mesmo sem saber falar direito.
Vê-lo cantar "Marcha, soldado", com um chapéu que eu fiz com jornal, imitando aquela tradicional marcha, foi encantador. Ele canta a música inteira, estamos realizados.
A mágica disso tudo é perceber que nós, adultos com as atribuições e responsabilidades inerentes às "pessoas grandes", esquecemos de quase tudo aquilo que é chato e ficamos cantando e dançando também, preocupados apenas em fazer aquela pessoinha sorrir mais ainda e, quem sabe, gargalhar, o que nos garante bateria recarregada para todo o resto da semana.
"O relógio bate, é hora de nanar. E os pequeninos precisam descansar..."
sábado, 4 de junho de 2011
Fotos de grávida
Hoje fomos a um estúdio fotográfico para tirar fotos com o barrigão. Fizemos isso quando eu estava grávida do Felipe, uma porque eu estava me sentindo linda com aquela barriga, foi a fase em que fiquei mais satisfeita com meu corpo, sentia-me plena, realizada. E outra porque, apesar de eu já ter tirado várias fotos da minha barriga em casa, reconheço que fotos tiradas por profissionais ficam mesmo mais bonitas, mais nítidas.
Pude reparar como estou diferente. Minha barriga está "um mês maior", tirei a foto acima grávida de 7 meses e o Davi já entrou no 8º mês. E também não está mais tão lisinha... Vou ter que arrumar isso e outros detalhes depois que amamentar o Davi. Meu cabelo foi cortado abaixo da orelha, ao que chamei de cabelo de amamentação: é bem mais prático ter o cabelo curto do que ter que ficar prendendo a cada sessão de amamentação. Conclui-se, portanto, que mulher não envelhece: é o cabelo que fica mais curto e, depois, mais loiro.
O que não mudou foi a sensação maravilhosa do bebê se mexendo dentro da barriga, é nisso que a gente se concentra quando está tirando as fotos. O Davi estava um espuleta, se fosse filmado daria para ver os movimentos a olho nu.
E o Felipe, no dia de hoje, estava do lado de fora da barriga. Continuou roubando a cena, assim como nas fotos que tirou em São Paulo, tendo ficado bem à vontade no estúdio, com todos aqueles brinquedos que eles tinham lá. Só que não quis beijar minha barriga, nem fazer carinho de jeito nenhum - ele faz isso quase todo dia em casa, com o sorriso maior do mundo, mas lá ele dizia : "buté" (não qué). E, já no finalzinho da sessão, passado da hora regular de seu almoço e de sua soneca habituais, ele achou um chapéu lilás, feminino, colocou na cabeça dizendo que era o "papéu cowboy" e não tirou mais - a conclusão foi encerrar a sessão com a tradicional foto dos pés, em que o chapeú lilás não iria aparecer.
Assim que as fotos ficarem prontas, posto aqui para vocês verem.
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| São Paulo - 19/04/2009 |
O que não mudou foi a sensação maravilhosa do bebê se mexendo dentro da barriga, é nisso que a gente se concentra quando está tirando as fotos. O Davi estava um espuleta, se fosse filmado daria para ver os movimentos a olho nu.
E o Felipe, no dia de hoje, estava do lado de fora da barriga. Continuou roubando a cena, assim como nas fotos que tirou em São Paulo, tendo ficado bem à vontade no estúdio, com todos aqueles brinquedos que eles tinham lá. Só que não quis beijar minha barriga, nem fazer carinho de jeito nenhum - ele faz isso quase todo dia em casa, com o sorriso maior do mundo, mas lá ele dizia : "buté" (não qué). E, já no finalzinho da sessão, passado da hora regular de seu almoço e de sua soneca habituais, ele achou um chapéu lilás, feminino, colocou na cabeça dizendo que era o "papéu cowboy" e não tirou mais - a conclusão foi encerrar a sessão com a tradicional foto dos pés, em que o chapeú lilás não iria aparecer.
Assim que as fotos ficarem prontas, posto aqui para vocês verem.
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