domingo, 17 de julho de 2011

Davi chegou!

Sim, o blog ainda existe. Estive um tempão sem postar porque estava me preparando para o nascimento do meu segundo bebê e, depois, porque ele chegou e eu estava (ainda estou) me adaptando à nova rotina de ser mãe de dois filhos.
O Davi nasceu no dia 13/07/2011, às 15h15, no hospital Mater Dei, em Belo Horizonte-MG. S-A-U-D-A-V-E-L, sem hipoglicemia e pesando 200g a menos do que previa a última ultrassonografia. É um bebê considerado grande (3.790 g distribuídos em 51 cm de comprimento), mas não é dos maiores.
Antes do parto

Meus pais no 'mineirinho'
Born to be wild 2





O dia do nascimento do Davi foi daqueles memoráveis, a cirurgia foi emocionante. Primeiro porque o Sandro estava presente na sala do parto e meus pais puderam assistir a tudo através de uma janela de vidro, que dá para uma salinha anexa (a Sala da Família) chamada de "mineirinho". Depois porque o Davi nasceu chorando pra caramba, demonstrando ser bem saudável, porque ele foi direto pro meu colo assim que liberado pela neonatologista e, isso foi o auge, eu pude amamentá-lo ali mesmo, deitada na mesa da cirurgia.
Ver aquela coisinha pequena abrir a boca direitinho e efetivamente sugar o que tinha de colostro, segurando meu dedo com uma mãozinha menor que mão de boneca, mas já com força, é daquelas coisas que acontecem e que te fazem ter certeza absoluta de que Deus existe, está pertinho e nos ama mesmo.





 Fui pra sala de recuperação sentindo-me ótima, sem sono, já mexendo as pernas e fiquei lá até o Davi chegar e subir comigo pro quarto: ele foi mamando, meu bezerrinho P.O.
No outro dia, pela manhã, o Felipe chegou para nos visitar. Como tínhamos comprado um presente pra ele, ele primeiro se envolveu com o pacote para depois reparar que tinha um bebezinho no recinto. Ele olhou e falou: "É o Davi! Ele tem um olho."


"Ele tem um olho"



Ele disse que ia bater no Davi, depois que o Davi iria bater nele e, quando explicamos que nada disso iria acontecer porque eles eram irmãos e que um iria fazer carinho no outro, ele se encarregou de dar os brinquedinhos novos para o Davi: "Toma, Davi." Depois disse que iria fazer carinho e que queria pegar no colo. Pronto: minha felicidade estava completa.



Já em casa, toda vez que vê o irmão, Felipe anuncia para todos os presentes: "É o Davi! Vô fazê cainho, vô pedá nu cóio." E faz carinho, dá beijo (e levanta a mão, às vezes, confesso...). O Felipe aumentou o tamanho corporal em 80% durante os dois dias em que fiquei na maternidade: é impressionante como esse moleque está grande e pesado!

"Téio dá beijo"



Meus pais estão dando conta de entreter o Felipe nas muitas horas em que passo com o Davi em regime de exclusividade e essa ajuda está sendo providencial, nunca poderei agradecer o suficiente. O Sandro consegue ser ainda mais parceiro, desdobrando-se em vários para dar conta do Felipe, do Davi, dos sogros, do trabalho e, não sei como, ainda dá conta de mim e das minhas sequentes variações de humor - LOVE YOU FOREVER.


E quem disse que no segundo filho fica tudo mais fácil, registro que comigo não está sendo bem assim... Não que seja desesperador como é com o primogênito, mas fácil não é não... Davi está com gases, tem dificuldade de arrotar e de fazer o número 2 quando está deitado e as noites em que eu dormia maravilhosamente bem até às quatro da manhã (pra dar mamadeira pro Felipe) fazem parte de um passado remoto. Mesmo assim, já dá pra perceber que o amor maternal existe logo de cara, pois fico emocionada ao vendo se aconchegar no meu peito com cara de quem está amando o local, ao vê-lo mamar com tanta veemência, ao começar a conhecer suas expressões corpóre-faciais.


Seja bem-vindo, meu filho.