Tá bom, eu sei. Fiquei super brava quando a berçarista apresentou a chupeta ao Felipe, quando ele foi pra escolinha aos sete meses. Lembro de ter afirmado categoricamente que bebês não precisavam de chupeta, que não iriam sentir falta dela se eles não a conhecessem, mas a moça me convenceu de que na escola seria necessário, para o Felipe meio que suprir a minha ausência (leia-se "a ausência dos meus peitões") com a sucção do "bico", como dizem os mineiros.
Na época, havia sido orientada pelo pediatra ban-ban-ban de São Paulo que era pra eu amamentar o Felipe através do método da livre demanda, ou seja, amamentá-lo sempre que ele quisesse mamar, independentemente do horário. Eu lembro de ter perguntado: "Chorou, dou o peito?" e ele ter respondido que sim, inclusive naqueles agoniantes momentos de cólica. E eu sempre fiquei faceira com o bolinho fofo de carne branca que crescia vertiginosamente com tanto leite, gabava-me da amamentação exclusiva nos seis primeiros meses.
Verdade seja dita: apesar de eu seguir a orientação do médico, o Felipe tinha muuuuita cólica e não dormia "o dia inteiro" como fazem os recém-nascidos dos outros.
Como o Davi é o segundo filho, cedi na primeira referência que a pediatra fez à chupeta, explicando que amamentar nos momentos de cólica só iria piorar o quadro, pois o bebê já estava alimentado e tendo dificuldade justamente na digestão. Era como se eu foses comer costela de porco uma hora depois de ter me acabado com uma feijoada. Sugeriu que eu oferecesse a chupeta toda vez que ele já estivesse alimentado e se contorcendo de dor, ocasiões em que eu normalmente amamentaria.
DEU MUITO CERTO! Peguei uma chupeta que tinha comprado pro Felipe antes de ele nascer, mas que nunca tinha usado (lembrem-se: quando é o segundo filho a gente não se importa mais que a chupeta tenha dois anos). Na primeira tentativa de soneca em momento de cólica, fiquei 40 minutos do lado do moisés, pagiando o Davi e colocando a chupeta na boca em cada contorcida que ele dava, em cada vez que ele a jogava pra fora da boca. Depois disso, ele dormiu por mais de duas horas seguidas, já sem a chupeta. Olha a cara de paz do meu gostosinho caçula:
Agora faço isso sempre e, na boa, recomendo às mães que se identificarem com a idéia: dar a chupeta quando o bebê está com cólica (sigam sempre seu coração, ninguém conhece melhor o bebê do que a mãe zelosa).
Não é tão simples, ressalte-se: o Davi já nasceu sabendo sugar, mamou na própria sala do parto, mas ele não tem toda essa desenvoltura com a chupeta. Quando ele tem cólica, ele chora muito, berra mesmo, continuamente, a boca fica sempre aberta, gritando e, por isso, a gente tem que ficar segurando a chupeta e torcendo pra que ele feche a boca e pegue o bico. Demora um pouco, dá uma certa agonia, mas compensa quando ele começa a sugar e se acalmar (no caso do Davi, a cor dele muda de roxo para rosa e, depois, para branco).
