Filho, hoje o dia foi todo seu. Faz dois anos que você nasceu, dois anos que meu mundo se transformou, que eu descobri o que é amor de verdade.
Sua transformação é notável. Você era uma criança ao nascer, outra ao completar um ano de vida e outra, fantasticamente mais fascinante, agora.
A noite não foi das melhores, você acordou umas quatro vezes me chamando, talvez estivesse com frio, talvez com fome, ou talvez carente de mãe mesmo, como eu fico carente de você por passar o dia todo afastada...
E quando finalmente você impôs sua vontade de começar logo o dia, lá pelas seis da manhã, eu cedi e fui logo contando que era seu aniversário e que tinha presente. Você abriu um sorriso escancarado e disse: "Ô vô pumê o pesenti" (eu vou comer o presente), achando que era algo comestível, e já foi logo descendo da cama.
Foi quando o papai entrou no quarto com uma embalagem enorme contendo o palhacinho Patati e você ficou realizado.
É claro que, ao chegar na sala, o Patati virou um paubói e foi fazer potó no vavaio Percival....
Vou sentir saudade desse seu jeito de pronunciar as primeiras palavras. Há menos de dois meses, eu me gabava de ser a única a entender tudo que você falava e poder manter diálogos coerentes. Mas agora você já se expressa tão melhor, está totalmente integrado ao mundo que o cerca.
Adoro quando você fala, com uma voz açucarada: "Vamu ssisti Patati, mamãe?", ou "Cadê o papel laianja Fefê?" ou, a melhor de todas, "Me dá a mamãe, eu téio a mamãe", quando vê que é o Sandro que apareceu no seu quarto de madrugada.
Vou sentir saudade do barulho dos seus pés correndo pela sala, principalmente quando está bricando com seu pato amarelo de empurrar. E do barulho que faz com a boca para imitar um carro ou caminhão. Você mantém a mesma expressão de concentração quando começa a "ler" algum livro, enrrugando a testa e fazendo biquinho, assim como fazia quando era apenas um bebezinho diante de algum brinquedo. Daí abre um sorrisão e pede: "Vamu vê?", vindo com o livro em minha direção, já virando de costas para se sentar no meu colo, para a gente ver o livro juntos.
Fico apaixonada quando pergunto como que reza, já no trocador antes de dormir, e você junta as mãozinhas falando "Amém papai xéu", sorrindo de satisfação por saber a resposta à minha pergunta. Daí pergunto para quem você está rezando e você repete o trecho da música: "Pelo papai, pela mamãe, pelo Pavi (irmãozinho, na música) e pelos bichinhos".
E tem aquele momento só nosso, em que falo pra gente procurar a mamadeira, que está sempre no mesmo lugar, mas que você aponta como se só você tivesse descoberto. E fala: "Papai fez!"
Quando pede pra eu ir pra cama com você, passa a mão ao redor do meu pescoço, ficando abraçadinho até lembrar que eu tenho brincos incríveis na orelha e começar a mexer neles, ou em algum botão da minha roupa - isso sempre tirou sua concentração.
Acho que poderia passar mais um ano elencando tudo de bom que você representa na minha vida. A energia que você emana e a forma como você contagia o ambiente à sua volta não são descritíveis com palavras, fazendo-me concluir que sou uma privilegiada por te ter diariamente presente na minha vida.
Feliz aniversário, meu amor.













Decididamente ter filhos é a maior bênção que uma mulher pode receber. Nada se compara ao encantamento de acompanhar as primeiras palavras e toda a evolução na aprendizagem. É incrível perceber que , no começo, sabemos ler até os pensamentos de nosso bebê, para, de repente saber que eles nos escapam e tem pensamentos que nós não "adivinhamos". rsrs. Nesse momento sabemos que essas criaturinhas tem suas próprias ideias , sentimentos e que é hora de nos conformarmos em ser apenas "arco", como já dizia sabiamente Gibran.Amanda, essa é a grande aventura de ser mãe. Deus proteja sempre essa sua família linda, em todos os seus caminhos.Com amor....
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