Meu filho vai fazer dois anos no dia 15/06/2011. Ele é o que tenho de mais precioso, representa mesmo o meu coração fora do corpo. Está sempre sorrindo, de bom humor, é frequentemente classificado como "gostoso" e "delicioso". Em decorrência disso, qualquer alteração nessa perfeição toda que é o Felipe me tira do eixo: saio do meu normal quando ele chora ou reclama e, quando ele fica doente, perco totalmente as estribeiras, por mais simples que seja o resfriado. O normal dele é ser delicioso e se ele não está assim, exuberante, já não sou mais a mesma.
E acaba sobrando pro fofo do Sandro, meu marido, que ao mesmo tempo é porto seguro e motor de popa. Super pai. É ele quem aguenta meus desabafos e minha falta de discernimento quando o Felipe está doente. Na maioria das vezes, aguenta calado e, quando eu me supero, fala bem firme: "Amanda, você tem que ficar calma. Não adianta se desesperar." Um lorde, sem dúvida, eu não conseguiria ser tão discreta.
E toda vez que o Felipe fica doente (o que acaba acontecendo com certa frequência, mas nada de realmente grave, graças a Deus) eu paro tudo e me dedico exclusivamente a ele. Tenho um certo remorso por deixá-lo na escolinha desde os 7 meses de idade e acredito que devo ficar com ele pelo menos nessas horas. Sei que o conheço melhor que ninguém e que só eu saberia identificar os sintomas explicados pela pediatra, só eu saberia diagnosticar se ele havia melhorado ou não.
Até essa semana.
Estou grávida de 33 semanas do Davi e, nesta semana, fiz um exame laboratorial que indicava uma doença chamada diabetes gestacional. Assim que o resultado do exame ficou pronto, liguei pro meu médico e ele disse que a quantidade de glicose no meu sangue, uma hora após ter tomado 50 gramas de Dextrosol, estava muito alta e que eu precisaria fazer outro exame, mais específico, chamado de Curva Glicêmica, para termos certeza do diagnóstico.
Esse segundo exame consiste em verificar a quantidade de glicose no sangue em jejum, tomar 100 gramas de Dextrosol e, depois, verificar a quantidade de glicose uma, duas e três horas depois, ou seja, para verificar como meu pâncreas reagiu à injeção de uma grande quantidade de açúcar, se produziu insulina em quantidade suficiente. Isso significa que eu tenho que ir para o laboratório em jejum e ficar lá por, no mínimo, três horas.
Marquei o exame para o dia seguinte, no meio da semana, porque não poderia esperar o próximo sábado: eu precisava saber se estava com diabetes o quanto antes, para descobrir o que precisava ser feito. Pois bem nesse dia o Felipe acordou muito mal, tossindo muito em decorrência de uma bronquite virótica chata. Tinha acordado umas quatro vezes durante a noite, tossindo, chamando por mim, reclamando todo jururu. De manhã, queria que eu servisse seu mamão, quis tomar banho comigo, estava totalmente carente de mãe. E eu com horário marcado para o exame, tinha que estar no laboratório às 06h30.
Fiz o que deu pra fazer: tomei banho com ele, servi o mamão, assisti um pouquinho de desenho mas, pela primeira vez, essa não era minha única preocupação. O tempo todo eu sabia que tinha que ir para o laboratório, estava com minha atenção voltada também para o Davi. Foi a primeira vez que senti o que é ser mãe de dois filhos.
Liguei pra pediatra, recebi suas orientações e as repassei integralmente para o Sandro: saí para "cuidar do Davi" e deixei o Felipe sentadinho no colo do pai, fazendo a inalação que eu sabia que iria deixá-lo novo e gostoso outra vez.
Tudo isso para compartilhar com vocês algo que, para mim, foi uma novidade tremenda. Nada antes havia sido classificado como "tão importante quanto o Felipe".
Daí a idéia de fazer um blog, para registrar todas essas novas sensações, que já aconteceram inúmeras vezes depois que engravidei pela primeira vez. Se eu não fizer esses registros, provavelmente as esquecerei e isso eu não quero.
Se alguém tiver interesse em ler, use e abuse do espaço dos Comentários abaixo. A idéia é que seja um blog pouco visitado, voltado mesmo para os mais próximos e, por isso, gostaria que vocês também registrassem o que pensam sobre as minhas postagens.
Para encerrar esta postagem, informo que o resultado do exame foi perfeito, que eu não tenho diabetes gestacional coisa nenhuma e que está tudo bem com o Davi. Como o Felipe também sarou... eu também estou ótima!
Puxa Amanda, sensacional sua iniciativa!
ResponderExcluirGostei muito mesmo, pois faz muito tempo mesmo que não nos falamos!
Foi ótimo receber notícias e saber que tudo está bem! Cuide bem do Felipe e no dia 15 de junho pode ter certeza que vou me lembrar dele!
Abraços a todos!
Danilo